sexta-feira, 16 de junho de 2017

AVALIANDO COISAS - OS TRÊS MOSQUETEIROS - ALEXANDRE DUMAS

Os Três Mosqueteiros
Alexandre Dumas
1844

SINOPSE: A história se passa na França de 1620, no reinado de Luís XIII, com o Cardeal Richelieu como sua Eminência parda. Os mosqueteiros do rei, Athos, Porthos, Aramis, e nosso herói D’Artagnan se digladiam com os inimigos da Coroa e da vida: Milady, linda, atraente e mortal; o Cardeal e seus guardas; e o excesso de vinho.
Com destreza e coragem, manejando suas espadas, os mosqueteiros encantam e namoram as mulheres que encontram ao longo de sua jornada. Dumas combina história e imaginação, escrevendo um romance no qual a hostilidade desafia a coragem, e o bem vence!
Embarque nestas inesquecíveis peripécias. Viva com eles o possível e o impossível.
Deixe a história reviver em você!
OPINIÃO: Antes de começar, vou mencionar algumas coisas por que este clássico é especial para mim.
Em primeiro lugar, eu sou fã declarado da história de D’Artagnan e os três mosqueteiros. Tanto que já li uma versão mais antiga na faculdade, mas o que me fez apreciar o clássico de Dumas foram suas adaptações cinematográficas - assistidas em sua maioria por mim, exceto a série. Por fim, é o segundo livro adaptado e ilustrado da Editora Abril que leio, porém, diferentemente do primeiro: Ben-Hur, este eu apreciei.
“Guinho, em um livro adaptado muitas páginas são tiradas e como fã declarado, é notável que pudesse reclamar disso. Mas, então por que você gostou?”
Bom, meu caro visualizador, apesar da ausência de 453 páginas (o texto original tem 634, já o adaptado para o português possui 181), a versão cheia de informações da Editora me ajudou saber uma coisa que não havia notado na primeira vez que o li e que me deixou embasbacado: o autor misturou personas reais e imaginárias na história.
Sim! O rei Luís XIII da França, a rainha Ana da Áustria, o Cardeal Richelieu e o Duque de Buckingham realmente existiram. Pasmos? Eu também fiquei. :@
Também tem o instigante enredo que Dumas nos apresenta e que grande parte dos apreciadores da literatura clássica conhece. O ponto principal é o enfoque não somente nos heróis de capa e espada do título, mas também nos vilões, como por exemplo: a pérfida e sedutora Milady que para mim é a melhor antagonista de todos os tempos da literatura. Falando das personagens principais, - os três mosqueteiros e D’Artagnan - mesmo sendo caricaturas de heróis românticos, são necessárias para transpor o leitor para o mundo de aventuras, romances e camaradagem que o autor cria.
As duas únicas ressalvas que faço são: a ingenuidade do gascão, que em muitas vezes me irritou, pois ele era volúvel a seus sentimentos por alguém e por isso, se apaixonava pela primeira mulher que encontrava pela frente. Como no trecho a seguir, quando o mesmo declara seu amor a Sra. Bonacieux - uma dama casada que havia acabado de conhecer:

"- E quanto aos meus sentimentos? Faz a mesma promessa ao meu amor? - perguntou d'Artagnan, alegre.
- Por enquanto, senhor, estou no sentimento de gratidão. Não posso assegurar nada sobre o futuro."      

Já na parte gráfica do texto, uma coisa que me incomodou muito foi o excessivo uso das vírgulas que em alguns momentos atrapalhou, principalmente nas paradas, a minha leitura.
Apesar dessas duas exceções, quero primeiramente parabenizar a Editora Abril pelas informações adicionais que me ajudaram a entender melhor o contexto da época em que se passava a história e as lindas ilustrações que dão um grande entendimento da narrativa.
Para os que nunca leram? Recomendo ler e conhecer um dos melhores livros da literatura clássica mundial.
Já os que leram? Releiam e adentrem novamente na vida cheia de aventuras, romances e camaradagem dos três mosqueteiros e de D’Artagnan.  

NOTA: 9,0


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