domingo, 21 de maio de 2017

AVALIANDO COISAS - O PODEROSO CHEFÃO (FILME)

O Poderoso Chefão
Gênero: Drama\Policial
Direção: Francis Ford Coppola
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, Robert Duvall, Diane Keaton, James Caan, John Cazale, Richard Castellano, Talia Shire e Abe Vigoda.
Estados Unidos
1972
SINOPSE: Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma "família" de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo "justiça", vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o "favor". Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as "famílias".
OPINIÃO: Para começar, devo dizer que acho ‘O PODEROSO CHEFÃO’ a melhor trilogia cinematográfica de todos os tempos, tanto que até fiz uma TAG literária aqui relacionada a este tema. Mas, apesar de ter feito maratona na primeira vez que o assisti, resolvi falar somente do primeiro filme que, para mim, é o melhor dos três. Porém, durante a resenha responderei por que acho isso.
Como todo mundo sabe, ‘O PODEROSO CHEFÃO’ é baseado num livro com o mesmo nome escrito por Mario Puzo que também o roteiriza junto ao diretor Francis Ford Coppola. A história basicamente fala das desventuras de uma família italiana que vive nos Estados Unidos pós-segunda Guerra Mundial através de negócios ilegais com jogos e mulheres.
Lendo isso você pode pensar: “Ah, Guinho! Mais um filme de máfia onde um monte de homem briga por dinheiro?!” Sim, meu caro e minha cara, tu tem razão, existe este elemento durante a película. Entretanto há componentes que excluem esse estereótipo mencionado por ti.
O filme tem indícios de ser da máfia: extrema violência, armas, palavrão..., mas o tom dramático inserido na narrativa ameniza isso, tanto que a palavra ‘máfia’ é substituída por ‘família’ pelos roteiristas, deixando o telespectador membro dos Corleone. Não posso esquecer de jeito algum, as sub-tramas que evidenciam o que acabei de mencionar: o patriarca, já em idade avançada, não consegue cuidar dos negócios e tem que procurar um substituto; o filho mais novo que tenta a todo custo não ser igual a sua família, mas que por circunstâncias do destino acaba envolto por aquilo tudo; a fidelidade dos amigos e o cumprimento das palavras... entre outras coisas.
“Meu Deus! E aquela música de início?!” Ela é tão perfeita! Por que tem a melancolia dramática e tom siciliano que o enredo precisa. Nino Rota insere, além destas versões da canção inicial, música clássica principalmente nas cenas primordiais deixando o filme uma obra de arte.
Para ser sincero, o filme é longo - duas horas e cinquenta e cinco minutos -, mas você não se sente cansado ou com sono por que o longa não é maçante. Como tem também um tom dramático, já citado aqui, algumas cenas podem ser paradas com muitos diálogos, mas, de repente: ‘BUM’, acontece alguma coisa e agita o enredo, por isso os ‘takes’ de uma cena para outra são rápidos. Eu não posso deixar de citar a fotografia excelente que nos momentos dramáticos – nas mortes, principalmente - é bem sombrio e nos alegres, como no casamento de Connie, tons mais vivos de luz.                
Francis Ford Coppola foi incrível em todo o filme. Mas tenho que ressaltar o seu ‘casting’ de atores. Uma coisa que não posso deixar de parabeniza-lo é de ele ter ‘brigado’ com a produtora e ter escalado o saudoso e gênio ator Marlon Brando, apesar das inúmeras polêmicas - aliás, uma que causou após ter ganhado o Oscar deste mesmo filme – por que deu vida a Vito Corleone, um dos personagens mais icônicos da cultura Pop. Outra menção é o fato de o diretor deixar que os atores improvisassem, tanto que o gato da primeira cena não estava no roteiro e o ensaio nervoso de Lenny Montana, intérprete do fiel Luca Brasi, se tornou parte da película.
Mesmo depois de tudo que citei aí em cima, você ainda continuar duvidando de mim, vou citar alguns argumentos que mostram o motivo do primeiro filme da TRILOGIA: O PODEROSO CHEFÃO ser o motivo de eu ter o escolhido:

- Foi indicado 11 vezes ao Oscar ganhando em três categorias, incluindo Melhor Filme e melhor ator para Marlon Brando;
- Ganhou Bafta e Globo de Ouro, repetindo a dobradinha no Oscar de Filme, Ator e Roteiro Adaptado para Mario Puzo e Francis Ford Coppola.
- É considerado “culturalmente, historicamente e esteticamente significante” e selecionado pela Biblioteca do Congresso para ser preservado no National Film Registry.
- O American Film Institute apontou-o como o melhor filme de gângster de todos os tempos e o segundo melhor filme da história na lista dos melhores filmes norte-americanos.
- ‘O Poderoso Chefão’ é um dos mais aclamados e mais importantes filmes da história do cinema.
- Apesar de ser de 1972, não é datado e algumas cenas ou personagens, como a inicial – já citada aqui – são mencionados por alguns programas de TV como a série “Eu, a Patroa e as Crianças” e o seriado “Os Simpsons”.
- Tem as frases mais lembradas e de cunho filosófico e social, que, para ser sincero, podem ser usadas em qualquer situação da nossa vida cotidiana. Por exemplo: “Um homem que não se dedica à família jamais será um homem de verdade.”; “Deixe que seus amigos subestimem suas qualidades e que seus inimigos superestimem seus defeitos.” e “Todo o poder do mundo não pode mudar o destino.”           

Se ainda não se convenceu com todos esses argumentos, assista esta obra-prima e tire suas conclusões. Garanto que não se arrependerá! 
NOTA: 10




4 comentários:

  1. Quando vi o post sobre essa resenha no Facebook, do jeito que você falou lá, parecia que você ia falar mal desse filme, então vim pra cá ler já pronto pra detonar sua resenha. Mas, eis que, chegando aqui constatei a única coisa passível de ser constatada em relação a esse filme: realmente um dos melhores filmes de todos os tempos, e, sem dúvida, o melhor filme da temática "máfia". Seria realmente impossível alguém não gostar desse filme. Já assisti trocentas vezes e ainda verei de novo.
    Só não concordo quando diz que é o melhor de todos os tempos pois isso é relativo ao gosto de cada um. Mas uma pessoa que assista esse filme e não goste, então é uma pessoa que tem mau gosto. Isso sem falar na atuação de Al Pacino, um dos meus atores prediletos, sensacional.
    Parabéns pela resenha, esse filme realmente merece o destaque.

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    1. Bom, meu caro, isso que eu faço nos links chama: TEXTO CHAMATIVO, aprendi com uma marqueteira digital e que às vezes dá certo - no seu caso - e às vezes, não.
      Quanto a opinião do filme, eu dei minha opinião juntos argumentos de outras mídias e no fim, deixei a critério para quem quisesse vê-lo e opiná-lo. ^^
      Obrigado! :)

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  2. Só pra dar uma dica, já que você é uma pessoa de bom gosto. Pra mim, o melhor filme de todos os tempos é RAPA NUI. Se nunca viu, veja. Tão quanto mencionei que The Godfather é referência obrigatória para entender o que é uma organização mafiosa, Rapa Nui é o filme que em 90 minutos resume o que é sociedade humana em todos seus aspectos, inclusive na crença da existência de alienígenas. Veja, depois escreva sobre e compartilhe no Face... E se mandar uma mensagem, comentarei com prazer.
    Abraços!

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    1. De bom gosto? Que nada! Se tu soubesse alguns gostos que tenho mudaria de opinião rapidinho! kkkkkk
      Obrigado pela dica! :)
      Abraços!

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