segunda-feira, 28 de outubro de 2013

HOMENAGEM AO ANIVERSARIANTE DO DIA!

Hoje é aniversário do meu pai! Por isso essa semana pensei em presenteá-lo com alguma coisa. A ideia seria boa, se eu não tivesse mais liso que quiabo. Outra ideia surgiu na minha mente, fazer como as crianças no dia dos pais, fabricar presentes. Mas, para ser sincero, não tenho mais nenhuma habilidade com palitos de sorvete, cola e macarrão. Então, resolvi homenageá-lo da maneira que mais sei fazer: escrevendo.
Desde que comecei minha carreira de escritor, nunca escrevi uma coisa para ele. Não sei por que nunca fiz isso! Talvez eu fui aquele cara duro que não gosta de mostrar os sentimentos; ou imaginava que tudo que faço para ele já é uma homenagem; ou  pensava por ser o provedor da casa, meu pai não mereça. Pode ser todas essas alternativas ou nenhuma delas. Só sendo pai ou filho para saber.
Ele merece tanto que não podia faltar umas palavras minhas. Eu queria agradecer por sempre ser o sujeito trabalhador que enfrentou chuva, sol forte, problemas financeiros, cachorros raivosos, vespas assassinas,... para nos dar uma casa, comida e roupa. Queria também dizer que por causa da sua criação aprendi a ser um homem humilde - nunca passando por cima dos outros para conseguir uma coisa -, com caráter - sempre tentando, mesmo nas dificuldades, sustentar seus compromissos e responsabilidades - honesto, procurando nunca roubar e sempre devolver o que pegou, - de bom coração, - sempre respeitando e procurando ajudar pessoas, mesmo que não receba nada em troca -, sempre a ser autêntico - mesmo que as pessoas não suportem o seu jeito, - a respeitar as mulheres - mesmo que elas te achem um bobo, otário ou imbecil.
Bom... eu poderia colocar mais coisas, mas como meu pai é uma pessoas cheia de qualidades, isso aqui ficaria parecendo com uma Bíblia. Por isso vou desejar mais uma vez (por que na disse na hora do almoço, mas é sempre bom desejar isso para uma pessoa que se ama) feliz aniversário! Dizer que eu te amo muito e como meu irmão, tenho orgulho de ser seu filho! Você não é meu pai, é meu amigo "figura"!
   

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

UM PERSONAGEM IMPORTANTE NA MINHA VIDA!

Apesar de não ter postado o terceiro capítulo ainda, eu queria antecipar uma parte do seguinte. Quero fazer isso, por que semana passada fez um ano e três meses que minha tia morreu e nessa parte o personagem principal descreve uma tia que ele gosta muito. Quem a conhecia, vai identificá-la rapidamente!

"...era Tia Lurdinha, a irmã mais velha de mamãe.
Falando nela, havia uma coisa que ela tinha que me deixava bastante espantado: sua jovialidade. Mesmo beirando a casa dos cinqüenta anos de idade, suas pernas ainda eram sedosas e torneadas. Além de sua jovialidade, eu ficava admirado com a forma independente que minha tia levava sua vida – pelo o que mamãe me disse, tudo isso começou na infância, quando ela ajudava meu avô a vender bonecos de pano e outras bugigangas na sua banca do Mercado da nossa cidade. – Apesar de apreciar o seu modo de vida, acho que toda essa independência trouxe alguns malefícios para ela.
O menos nocivo deles foi o orgulho. Mesmo sendo o menos prejudicial, ele era tão grande que fazia minha tia ficar irritada quando dependia de alguém. Por causa desse pecado capital, ela odiava pedir ajuda. Por que na sua cabeça, o individuo não ia realizar a tarefa da maneira correta – traduzindo: do jeito dela – ou até pior, poderia negar o seu pedido – negar um pedido dela, leitor? Graças a Deus, nunca fiz isso! Por que sabia que isso a deixaria de mau-humor o dia inteiro.
Apesar de ser muito orgulhosa, titia era uma pessoa prestativa. Tanto que ela ajudava, a maioria das pessoas, que a procuravam em sua casa ou no trabalho. Isso também valia quando alguém na família a pedia ajuda. Porém, diferentemente das outras pessoas, Tia Lurdinha estabelecia um combinado: se ajudei, quero resultado. Mesmo estabelecendo este combinado, nós quando falávamos sobre ela para alguém, esta sua qualidade também entrava no assunto.
Sempre vou agradecê-la, por ser assim! Uma vez, passávamos por problemas financeiros. O dinheiro estava acabando e as dívidas aumentando. Tentando resolver o problema, meu pai pediu empréstimos a vários bancos, que os recusaram. Mas, felizmente, minha tia ficou sabendo de tudo – mamãe, mesmo com vergonha, contou para ela – e, pensando na sobrevivência de seus dois sobrinhos, emprestou dinheiro a papai. Ainda por cima, comprou uma cesta básica todo o mês, para que nós não passássemos fome. Com o empréstimo, o benfeitor da nossa casa pode pagar todas as suas dívidas e normalizar sua situação financeira. Assim que tudo voltou ao normal, ele pagou o empréstimo que tinha com sua cunhada.
Além do orgulho, Tia Lurdinha – como todo ser humano – tinha muitos defeitos e o pior deles era o seu gênio. Ele era tão forte que bastava uma coisa ou alguém perturbá-la que ela já ficava irritada. Para descontar essa raiva em alguém, titia ligava em casa. Como era mamãe que atendia ao telefone na maioria das vezes, só de ouvir o tom de voz, já sabia que sua irmã estava brava. O assunto dessas ligações era o mesmo: perguntar sobre o futuro dos seus sobrinhos. Mesmo sabendo que nossa tia estava de mau-humor, minha mãe era sincera e dizia que, por sermos ainda crianças, não pensava ainda sobre o nosso futuro.
Ouvir essa resposta irritava mais Tia Lurdinha. Mas, ao invés de gritar e xingar mamãe com palavrões, uma coisa engraçada acontecia, leitor: ela aconselhava-a. No entanto, não eram conselhos que um grande amigo ou uma pessoa da nossa família dá quando nos vê envolvido em um problema. Pelo contrário, nas palavras de titia, eles soavam como ordens.
Por causa do gênio forte, Tia Lurdinha nunca teve sorte no amor. Apesar de namorar muito na juventude, a maioria desses relacionamentos não deu certo e o sonho do véu e da grinalda nunca chegou à sua vida. Acho que isso aconteceu, por que minha tia tinha um pensamento muito feminista: na sua cabeça não passava a possibilidade de um homem mandar em sua vida. Mesmo nunca tendo se casado, titia nunca ficou só. Pois privava da companhia do bicho de estimação que mais adorava: o gato.
Graças aos seus amigos felinos, minha tia nunca se sentiu sozinha. Principalmente, nas vezes, que nós, seus três queridos sobrinhos, não estavam por perto. Além disso, com a ajuda dos gatos, Tia Lurdinha, passou pela casa dos quarenta, sem se importar em abandonar sua vida social.
Como era uma pessoa perfeccionista, – uma qualidade onde muitos insistem transformar em defeito – ela queria que todas as coisas que aconteciam ao seu redor fossem perfeitas. Quando isso não se cumpria, Tia Lurdinha ficava com tanta raiva que alguns palavrões começam a sair de sua boca. Titia era tão ‘boca suja’ que, Luca e eu, de tanto ouvir, começávamos a repeti-los, mesmo não sabendo o que a maioria deles significava.
Apesar de todos os defeitos, havia uma coisa que Tia Lurdinha fazia na minha infância que eu adorava: quando ia nos visitar em casa, ela sempre me trazia presentes.
Acredito que, depois de ler esta última frase, você ache que eu era a criança mais egoísta do mundo. Vou ser honesto, leitor, adorava ser presenteado por ela, sim. Mas, o presente mais valioso que nossa tia nos dava era o amor que sentia por nós.
Esse amor que sentia pelos seus amados sobrinhos era tanto que, para não perder nenhum aniversário ou acontecimento importante na nossa vida, ela programava suas folgas com antecedência. Por causa do amor que sentia por nós, Tia Lurdinha não media esforços para nos agradar. Comprava-nos os presentes mais legais e mais caros da época. Só para você ter uma idéia da qualidade deles, uma vez, minha tia me deu uma TV de vinte polegadas, a mais moderna que tinha na época.
Sempre achei que, por causa desses presentes caros, Tia Lurdinha era rica. Mas, com o passar dos anos, descobri que ela era apenas uma bem-sucedida funcionária de um Posto de Saúde de Mogi das Cruzes. Também com o passar dos anos, descobri o real motivo dela nos amar tanto. Minha tia fazia ‘tripas e coração’ para nos agradar, por que: se sentia frustrada por não ter tido filhos. Por isso, nos tratava como filhos. Seus únicos sobrinhos eram: eu, meu irmão e Izabelle. Dos três, minha prima era a mais velha." 

ESTOU PRECISANDO DE UMA PROTAGONISTA FEMININA PARA O MEU PRÓXIMO ROMANCE!

O romance se passará nos anos 50 ou 60! Ela é uma moça bonita, alegre e muito meiga! Sua idade é em torno dos 20 aos 30 anos, sabe cantar, cabelos pretos, sorriso branco e é muito pobre. Pouca coisa, mas é o suficiente, para saber! rs

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Memórias de um Conselheiro Amoroso - Capítulo 2

Uma Grande Idéia

O
elevador parou de subir. Isso quer dizer que a ida até o meu andar tinha se encerrado. Em seguida, as portas metalizadas se abrem. Com as portas abertas, o número seis do painel eletrônico começa a brilhar e a música instrumental encerra o seu show.
Para saber se estava no andar correto, tinha que verificar uma coisa: o número escrito na parede. Vejo que estou no lugar certo, após ver o número 6 pintado na parede. Depois de confirmar o número do andar do meu apartamento, salto do elevador, antes que suas portas se fechem.
Aquele andar era como os outros do prédio. Em todos tinha um pequeno corredor, com paredes – recentemente pintadas – em branco. O chão de todos era de madeira taco, forrado por um enorme tapete felpudo – por adorar senti-lo em meus pés, eu, antes de pisar sobre ele, tirava o calçado.
Todo morador daquele prédio tinha que fazer somente duas coisas para chegar até o seu apartamento: primeiro, tinha que pisar no tapete felpudo e, segundo, dependendo da situação, tinha que cruzar o corredor. Para chegar até o meu apartamento, fiz o caminho que todas essas pessoas fazem todos os dias. Como morava no penúltimo apartamento, cruzei o corredor, pisando meus pés sobre o tapete felpudo. Após passar por cinco portas fechadas, chego ao meu apartamento. Era ali, caro leitor, que este que vos escreve morava! O apartamento com o número 30 em sua porta.
Estando diante da porta de casa, a sensação nostálgica de antes continuava a me incomodar. Tanto que eu sentia, naquele momento, um grande aperto no peito. Por se sentir mal, queria entrar em casa. Mas, para entrar, precisava das chaves. Como não estava com elas, começo a procurá-las, enfiando minhas mãos em todos os bolsos do short. Enquanto as procurava, passo sem querer a mão sobre o cartão de Luana. Acho-as, finalmente, depois de passar a mão em um dos bolsos de trás do short.
Após encontrar o molho de chaves – e junto a ele, estava um chaveiro, que tinha o formato da réplica do Cristo Redentor – eu tinha que encontrar a chave que abria aquela porta. Não demoro muito para encontrá-la! Por que a chave que abria aquela porta, era a única que tinha formato redondo no molho.
Com ela na mão, coloco-a no buraco da fechadura e a viro. Instantaneamente, se ouve o barulho de uma tranca se abrindo. Este barulho me faz, em seguida, colocar uma das mãos na maçaneta dourada e posicioná-la para baixo. Fazer este último movimento faz a porta se abrir. Estando com a porta aberta, eu posso, finalmente, entrar no meu ‘lar doce lar’. Fecho a porta, após entrar no meu apartamento. Por que, como era um bom vizinho, eu não queria incomodar ninguém naquele andar.
A primeira coisa que faço, quando entro em casa, é colocar o molho de chaves, no porta-chaves – um objeto decorado por imagens relacionadas ao mar – que estava pendurado na parede. Como estava, naquele momento, um pouco distraído, coloco as chaves sobre uma mesinha, que ficava próxima a porta.
Apesar de distraído, consigo perceber que perto do molho de chaves, estava um porta-retratos. Onde a foto de uma pessoa muito especial estava: minha mãe. Ver aquela foto fez a saudade que eu tinha dela começar a brotar no meu peito. Por estar com saudade dela, naquele momento, olho para a foto e digo uma coisa:
- Sinto sua falta mamãe! – eu dou um beijo em uma das minhas mãos e coloco sobre a foto.
Atrás do porta-retratos, estava um pequeno vaso contendo tulipas amarelas. Essas flores artificiais foram feitas por mamãe que, no dia que saí de Taubaté, me deu o vaso. Antes de me dá-las, me disse, com lágrimas nos olhos, que estas tulipas iriam me fazer lembrar sempre dela. Isso aconteceu, amigo leitor! Por que, todas as vezes que eu olhava para a flor, me lembrava dos longos abraços... dos  intermináveis carinhos que só minha mãe sabia me dar.
Não sei por que, mas lembrar de mamãe estava me deixando muito triste, naquele momento. Tentando acabar com a tristeza, paro de olhar para a sua foto no porta-retratos.
Naquele instante, queria saber o que passava na televisão. Para saber isso, eu primeiramente, verifico as horas no enorme relógio, pendurado na parede. O relógio marcava: doze horas e trinta e cinco minutos. Aquele horário significava que o telejornal da hora do almoço estava acabando.
Essa era a parte do telejornal que eu mais gostava! Não por querer ver o programa de auditórios que vinha a seguir. Mas, por que, naquela parte, era onde se davam as notícias do esporte e, como eu era fissurado por futebol, gostava de ver os gols da rodada dos campeonatos disputados no Brasil e no mundo. Para poder ver esses gols, pego o controle-remoto, sobre a raque preta. Porém, antes de ligar a TV LCD quarenta e duas polegadas, me sento em um sofá de couro preto.
Quando ligo a televisão, a primeira coisa que aparece é um programa de entrevistas, onde uma famosa funkeira preparava uma receita de cozinha. Como não gostava de programas assim, começo a zapear os canais.
Após zapear por alguns canais, eu, finalmente, encontro o canal do telejornal, que, naquele momento, mostrava os vários gols do jogo Vasco e Olaria, pelo Campeonato Carioca. Onde o gigante da Colina tinha goleado seu adversário por sonoros cinco a zero, com direito a gol olímpico do célebre meio-campo Juninho Pernambucano. Depois de mostrar os cinco gols do time cruz-maltino, os ancoras se despedem do telespectador e o telejornal acaba.
Com o fim do telejornal, eu, naquele instante, queria ver um filme. Mas, estava com azar! Por que, após zapear os canais, não encontro nenhum filme, naquele horário, apenas velhas séries de humor, canais de vendas de eletrodomésticos, canais agropecuários, canais religiosos... nem os chamados canais a cabo tinham filme. Por não ter nenhum filme na televisão, eu, simplesmente, desligo-a.
Minha boca, subitamente, resolve ficar seca. Para minha boca voltar ao normal, eu precisaria tomar um gole d’água. Por isso, me levanto do sofá e vou ao único lugar que tinha filtro na casa: a cozinha. Durante o trajeto, noto que alguns cômodos da casa – como: o meu enorme quarto, o grande banheiro e o espaçoso quarto de hóspedes – estavam com as portas abertas.
Chegando a cozinha, a vontade de tomar água passa. Mas, a sede continua. Agora, queria tomar suco de laranja. Como me lembrei que tinha feito ontem, vou até a geladeira. Porém, antes de abri-lá, noto que, preso a ela, estava um aviso.
O aviso me causa tanta curiosidade que eu, sem demora, começo a lê-lo. Ler o aviso me faz lembrar uma coisa: tinha que ligar para o número da loja de antena parabólica e pedir a eles para instalar uma antena que pegasse os jogos de fora do estado. Por que, no próximo domingo, ia ter clássico pelo Paulistão, caro leitor! O meu time – o Corinthians – ia enfrentar, no estádio do Morumbi, seu arqui-rival – o São Paulo. Como minha antena pegava os jogos só do Rio de Janeiro, eu tinha que mudá-la.
Apesar de querer que minha antena parabólica fosse urgentemente mudada, eu decidi deixar essa tarefa para depois. Por que continuava a sentir vontade de tomar suco de laranja. Para acabar com a minha vontade, abro a porta do eletrodoméstico e retiro uma jarra com suco de laranja. Em seguida, fecho a porta da geladeira e a coloco na pia. Obviamente que, para beber o suco da jarra, eu precisava de um copo. Por isso, vou até o armário, abro uma de suas portas e retiro um copo. Após pegar o copo, fecho a porta do armário e o coloco na pia, próximo a jarra.
Com os dois objetos próximos um do outro, eu coloco o suco da jarra no copo, até o mesmo estar cheio. Depois de colocar o suco, guardo a jarra de volta na geladeira. Para poder, finalmente, matar minha vontade e começar a beber o suco de laranja.
Enquanto bebo o suco, outro ruído – bem diferente dos ruídos que aconteceram na praia – toma a minha atenção. Ele vinha da lavanderia do apartamento e se parecia muito com pingos de chuva. Para ter certeza disso, vou até lá.
Estando perto da porta de vidro da lavanderia, eu consigo ter certeza que aquele barulho era realmente de pingos de chuva. Vê-los me fazem perceber uma coisa: aqueles pequeninos pingos de chuva iam se transformar, daqui a pouco, em um grande temporal. Não demorou muito tempo para acontecer isso, amigo leitor! Pois, aqueles minúsculos pingos se transformaram, em poucos segundos, em um temporal, tendo a companhia de raios e trovões.
Um temporal é normalmente uma coisa não muito agradável de se ver. Mesmo assim, começo a observá-lo. Enquanto olhava-o molhar o planeta Terra, uma grande idéia, de repente, surge na minha cabeça: escrever uma autobiografia. Apesar de nunca ter escrito um livro, caro leitor, sempre me dava muito bem nas provas de redação, do colégio. Dava-me tão bem que minhas notas de língua portuguesa eram acima de oito.
Depois de ter essa idéia maravilhosa, me sinto tão inspirado que uma vontade de escrever surge repentinamente. Para fazer isso, precisava ir até o meu escritório – o lugar mais sossegado da casa. Mas, antes de ir para lá, tinha que fazer uma coisa, para me deixar tranqüilo: lavar o copo, onde bebi o suco. Após beber o suco de laranja, lavo o copo com detergente e o coloco no escorredor. Como disse no capítulo anterior, caro amigo que lê este livro, tudo isso graças ao meu pai! Por este motivo, não deixava de lavar os utensílios usados na cozinha. Para você ter uma idéia da minha mania de limpeza, se deixasse, pelo menos, um dia de louça sem lavar, eu não conseguiria dormir.
Após lavar o copo, volto a fazer aquilo que sentia vontade – ir até o meu escritório. O caminho até lá não era muito difícil: primeiro você tinha que retornar a sala e, depois de estar nela, era só cruzá-la. Depois de fazer isso, era só ir até um cômodo pequeno, que ficava próximo a enorme janela de vidro.
Chego diante de uma porta corrediça branca, que era a porta que trancava aquele pequeno cômodo. A primeira coisa que faço estando diante da porta, é abri-la. Mas, quando ia entrar no escritório, uma coisa me atrapalha a prosseguir: meu gato siamês amarelado – Bilu.
O bichano, por estar com fome, esfregava – repetidas vezes – seu peludo corpo em minhas pernas, me pedindo comida (mas para frente, se eu lembrar, conto uma história engraçada sobre este gato). Para matar sua fome, eu retorno a cozinha e retiro do armário, um pote cheio de ração. Estando com o pote, o abro e coloco a ração dele, sobre uma tigela verde, que estava próxima a porta da lavanderia. Com o gato se alimentando, retorno para a sala. De volta à sala, eu posso, finalmente, adentrar no meu escritório.
Como disse nos parágrafos anteriores, o escritório era o lugar mais sossegado do apartamento. Tanto que, nas vezes que queria ter paz e sossego, eu ia para lá. Foi por este motivo, que escolhi aquele lugar para escrever minha autobiografia.
A primeira coisa que faço estando lá é fechar a porta daquele lugar. Fazendo isso, eu poderia escrever sem ter interrupções. Estando a porta já fechada, eu, primeiramente, me sento em uma bonita cadeira de couro preta, depois, ligo o notebook que estava sobre a mesa. Com tudo pronto, posso, finalmente, dar início as minhas memórias!
Após ler o que eu acabei de escrever, acredito que você quer, neste momento, me fazer uma pergunta: por que escrever um livro, Serafim? Quero escrever um livro, caro leitor, por que, além de contar minha história para alguém, quero ajudar pessoas, através do meu exemplo, a superar suas adversidades.
Espero que com este livro, você, que está com depressão... que sente, neste momento, uma grande tristeza no coração... que não tem auto-estima... que não tem vontade de viver, sinta desejo de sorrir de novo.

Respondida a pergunta, desejo a você, caro amigo, bom divertimento em sua leitura!