quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MOÇA COM BRINCO COM PÉROLA


Caros amigos, acompanhantes desse singelo blog, primeiramente, gostaria de me desculpar pela minha ausência durante algumas semanas. Explico o meu desaparecimento, nessas últimas tem acontecido comigo o que acontece com a maioria dos chamados escritores, um bloqueio na minha inspiração, por isso precisava de um tempo para elaborar minhas idéias e colocando-as de maneira clara e objetiva, para que os livros sejam benéficos para seus leitores.
Depois das minhas desculpas, anseio que me desculpem, falarei sobre esse filme. Ele tem uma história engraçada em minha vida, pois tinha a oportunidade de vê-lo a muito tempo atrás. Aconteceu na Faculdade, no curso de Letras, na aula de História da Arte, minha professora nos indicou para que ganhássemos horas de A.C.C.(horas culturais que ganhamos por cada evento cultural assistido ou participado), mas por infelicidade, acabei não assistindo. Depois de alguns anos, por ironia do destino, acabei vendo o filme na TV Cultura, o canal mais cultural do Brasil, assisti ao lado da minha mãe, uma mulher com dons em praticar a arte de tricotar tapetes, como ninguém.
Bom, o filme se resume na história verdadeira de como o pintor Johannes Vermeer reproduziu seu famoso quadro do século XVII: Moça com Brinco de Pérola. A história foca-se na musa inspiradora desse pintor, uma moça holandesa, chamada Griet. Por seu pai, um ex-pintor de cerâmica, ficar cego, ela se vê obrigada a deixar sua casa e ir trabalhar como empregada doméstica em uma casa da cidade devido as dificuldades financeiras de que estava passando em sua casa. Chegando lá, Griet aprende seus deveres com outra empregada, conhece a família de seus patrões – rispída e egoísta, refletida na forma de tratamento da mulher do pintor com os empregados ou mesmo com as crianças – também recebe uma ordem, como não dirigir a palavra aos patrões ao menos que lhe perguntem algo. Griet era linda, possuindo uma pele clara, com traços finos e discretos. Limpando o sótão, ela observa a obra de seu patrão, um artista Barroco, famoso por retratar, na maioria das vezes, o cotidiano feminino, era sustentado pelo mecenato Van Ruijven. Um dia, Vermeer vê a moça limpando uma das vidraças do ateliê e fica maravilhado com essa pose. Depois disso, ensina Griet alguns conceitos de arte, como: preparar a tinta, moer, misturar com óleo, fala das cores, dos tons, etc. Que aprende muito bem, inclusive ela o ajuda na montagem de um de seus quadros.Nesses momentos, há um certo clima de romance entre ambos, mas nenhum deles, toma partido, devido as circunstâncias e os princípios de Griet. Na sua próxima encomenda, o mecenas Van Ruijven encantado com a beleza de Griet, em um jantar, pede para o Vermeer pintá-la, até tenta fazer amor com ela, mas é impedido pela outra empregada após chamar Griet, para seus serviços. O pintor, mesmo com ciúmes, aceita pintar o quadro, mas como sua esposa era ciumenta, pede sigilo a Griet, que usa os brincos da sua patroa, sugeridos pela sogra de Vermeer. Nesse contexto, também se encaixa Pieter, um açogueiro que se apaixona por Griet, mas não ela por ele, mas como não pode amar seu patrão, acaba fazendo amor com ele para esquecer Vermeer, no decorrer do filme.
Esse filme inglês é baseado no romance de 1999, de Tracy Chevalier, que tenta retratar a moça por detrás do quadro, onde todos se encantavam com sua expressiva beleza e um olhar intrigante, horas triste, horas alegre. Outro ponto culminante dessa obra é o pintor Johannes Vermeer, considerado o segundo pintor mais importante da Holanda, ficando atrás somente de Rembrandt. Durante sua vida, entre 1632 a 1675, Vermeer se localizou em Delft, sendo comerciante de arte e pintando diversos quadros, entre eles “Moça com Brinco de Pérola”, nomeados por alguns como a “Mona Lisa holandesa”. A exemplo da pintura italiana de Da Vinci, muito se imagina sobre a modelo do pintor, embora não existam registros se ela existiu. Esse romance é uma ficção, mas a história é tão real que fica difícil duvidar que as coisas tenham ocorrido diferentemente descritas no livro e no filme. Curiosamente, Johansson não foi escolhida para interpretar Griet. Mas devido a sua semelhança com a modelo do quadro de Vermeer, ela foi escolhida para o papel. Outro ponto do filme, falando dos atores, foi a atuação de Scarlet Johansson e Colin Firth, a química deles. Ela está muito linda no filme, simplesmente de hipnotizar qualquer um. No filme, ele sempre quer vê-la, crescendo entre os personagens uma tensão sexual, culminando na cena em que Griet, fura sua orelha para colocar o brinco da esposa, uma sensualidade bem aflorada pelos dois.
Por fim, fica meu recado, quem gosta de arte assista o filme, quem não gosta se encante por uma história de amor impossível, só de olhares entre o pintor e sua musa. Obrigado!